Porque Alex Boone não era mais uma boa peça para o ataque dos Vikings

Um ano atrás, quando os Vikings assinaram Alex Boone com um contrato de $26,8 milhões, 4 anos, no primeiro dia da janela de transferências, eles contrataram o OG como uma peça para a reconstrução da linha ofensiva.


Boone traria uma dose de dureza para um grupo que desesperadamente precisava, disseram os Vikings. Ele se juntaria ao novo coordenador de linha ofensiva Tony Sparano para se sobressair com seu estilo físico de bloqueios corridos que o técnico teria consigo na época de San Francisco.


Dezoito meses e 14 jogos de temporada regular depois, Boone de 2,03 se foi, sendo dispensado no Sábado, na segunda leva de cortes do elenco. Após se recusar a reduzir seu salário e algumas tentativas sem sucesso do time de uma possível troca, de acordo com várias fontes, o jogador de 30 anos partiu, economizando aos cofres do time $3,3 milhões (com $3,4 milhôes de dinheiro morto). E enquanto os Vikings começarão o jogo de segunda à noite com um ex-49ers de linha ofensiva, este será Nick Easton – o jogador que eles utilizaram por 5 jogos na temporada passada, após troca-lo em 2015.


Então o que mudou no cenário do elogiado jogador de linha ofensiva Free Agent? Bem, muita coisa mudou. 


Começamos com a mudança de mares que os Vikings sofreram no ataque desde a chegada de Boone: Teddy Bridgewater sofreu uma catastrófica lesão no joelho, precipitando uma troca por Sam Bradford. Adrian Peterson rasgou seu menisco direito, tornando discutível o poder das corridas que o coordenador ofensivo Norv Turner favorecia e Boone acompanhava. E após a saída de Turner no meio da última temporada, os Vikings mudaram seu ataque para Pat Shurmur – coordenador de Bradford em St. Louis e Philadelphia, quem favorece os princípios ofensivos de West Coast e um esquema de corridas em zona.


Qual a diferença? Ao invés de contar com poderosos jogadores de linha ofensiva como Boone, para mover grandes “pedaços de terra”, esquemas de zona utilizam jogadores de linha mais rápidos e móveis, que podem trabalhar como um grupo e criar oportunidades para os RB’s fazerem um corte para o meio do campo, curvar uma corrida para fora ou voltar para um corte dentro na linha.


“Estes caras são um pouco mais atléticos, eles não precisam ser tão grandes, ” disse o analista da ESPN NFL Herm Edwards, quem passou 8 anos como técnico com os Jets e Chiefs. “Eles não são tão pesados para dobrar na linha. Eles são mais, ‘quando a bolar sair do snap, saia da bola – depois use o momento para esperar no seu lugar e empurra-lo para fora, porque tudo que feito é para as laterais. ’ Nada será vertical, será sempre para as laterais. ”


Os Vikings implementaram várias corridas em zona no auge de Peterson, capitalizando a ineficaz habilidade de corte para a linha do RB. Agora, eles utilizarão elas para Dalvin Cook, o RB que eles escolheram no Draft na segunda rodada, vindo de Florida State. Foi o esquema em zona que ajudou Cook a anotar o recorde corrido da escola e parte do motivo do porque os Vikings viram ele como uma ótima peça para seu ataque.


“Ele veio de um sistema ofensivo avançado de Florida State, ” disse Shurmur no Training Camp. “Você vê princípios de corrida em zona, corridas em gaps e proteção de passes onde ele estava envolvido. Ele também se envolvia correndo rotas. Ele tem uma ótima fundação do que nós iremos pedi-lo para fazer, e acho que isso o favoreceu e o ajudou. ”


Se a mudança ajudou Cook, existe pouca dúvida de que atrapalhou Boone, que pareceu se debater com a troca de responsabilidades. Quando ele perdeu o segundo jogo de pré-temporada em Seattle, isso deu ao time uma oportunidade de colocar Easton como LG e o calouro Elflein como C. No último jogo de pré-temporada do time na quinta-feira, já haviam rumores de que o lugar de Boone na linha poderia estar em risco.


Este geralmente é um péssimo lugar para um OG de 30 anos ganhando $6,7 milhões estar na NFL. E enquanto esta mudança será marcada como uma que não proveu significativo retorno ao investimento, isso talvez, mais do que qualquer coisa, seja um sinal de as mudanças ofensivas sísmicas dos Vikings em 2016 ainda estejam reverberando.

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