Entendendo a defesa do Vikings – Parte 1.

 

 

Desde a contratação do Head Coach Mike Zimmer, muito a torcida purple and gold tem ouvido falar do seu histórico enquanto coordenador defensivo e das efetivas esquadras montadas por toda a sua carreira desde a parceria com Bill Parcells no Cowboys. A eficácia da defesa campeã da NFC Norte tem progredido a cada ano: Antes da chegada de Zimmer, éramos a pior defesa em várias categorias (como jardas aéreas, por exemplo) e já no primeiro ano a mudança foi gritante, por pior que fosse o material humano em algumas posições (Josh Robinson!). Por tal razão, o VikingsFa trará um especial dividido em partes, para a torcida imergir na mentalidade do nosso técnico. Ao trabalho!

 

 

Esquemas táticos

 

A análise mais básica que faz-se de uma defesa é a sua formação padrão: do mesmo jeito que no futebol as táticas costumam ser resumidas, a grosso modo, por números que delimitam quantos atletas atuam em determinadas posições em quase toda a partida, as defesas da NFL costumam ser divididas em dois grandes pacotes: “4-3” e “3-4”. O primeiro número remete-se à quantidade de jogadores que iniciam as jogadas na linha de scrimmage, geralmente em uma posição de apoio de três ou quatro pontos*. O segundo número é referente aos linebackers: componentes da segunda linha da defesa, com espectro de responsabilidade amplo e que costumeiramente iniciam as jogadas com apenas dois pontos de apoio*.

 

*Nota: posição de apoio com 2 pontos, 3 pontos, 4 pontos, quantidade de membros, partes do corpo que tocam o chão. Podem ser os pés, mãos, joelhos....

 

Defesa 3-4:

Defesa 4-3:

 

Aqui já é possível, com o generalismo que a postagem requer, pontuar as duas diferentes formas de atuação entre aquelas defesas: Na 4-3, o front seven (termo muito utilizado quando se quer referir ao conjunto de DL's e LB's, em qualquer tipo de defesa onde a soma de tais posições seja sete) procura agredir o ataque antes da jogada evoluir, enquanto a defesa 3-4 busca controlar o ataque, induzindo bloqueios até o momento em que surjam as falhas na jogada. Coach Zimmer atuou apenas uma vez com uma defesa 3-4, a pedido de Bill Parcells, e foi sua pior performance no comando de uma equipe. Seu pensamento de jogo sempre parte de uma formação 4-3, a que ele sempre utilizou quando teve a permissão de escolha.

 

É importante salientar que as formações padrões mencionadas são genéricas, sendo bastante subdivididas. Com o foco na defesa 4-3 dos Vikings, é interessante mencionar as seguintes subdivisões: Nickel (4-2-5), onde há a retirada de um LB e a adição de um CB. Costuma ser a forma que se porta uma defesa 4-3 contra um ataque com 3 recebedores. Dime (4-1-6), seguindo a mesma lógica, há a remoção de 2 LB's e a inclusão de 2 DB's. É a variação da 4-3 para jogadas de ataque com 4 ou mais recebedores. Estatisticamente, a nossa defesa atua 50% das jogadas em nickel, 40% na 4-3 básica e 10% em dime.

 

Dando seguimento à análise da melhor defesa da temporada regular passada, é necessário analisar as duas formas mais básicas de cobertura feitas pela defesa: Homem a homem e em zona. A cobertura homem a homem, de forma simplória, ocorre quando um defensor é designado para acompanhar um atacante específico. O defensor tem que permanecer com tal atacante em qualquer parte do campo até o fim da jogada. A regra número um aqui é não perder seu atacante de vista.

Na imagem a seguir, cada linha designa uma marcação homem a homem:

 

Marcação homem a homem:

 

A cobertura em zona, por sua vez, consiste na proteção de determinadas áreas do campo pelos defensores contra qualquer atacante que venha a adentrá-las. A maior diferença entre a cobertura de zona e a homem a homem é que nesta, o foco é exclusivo em um alvo, enquanto naquela, o defensor não sabe ao certo qual adversário marcará. Na próxima imagem, cada área colorida corresponde a uma zona de responsabilidade de um defensor:

 

Marcação em zona:

 

O básico das formações e pacotes defensivos utilizados na NFL é o descrito acima. Defesas 3-4 ou 4-3, marcação homem a homem ou em zona, mesmo que os times trabalhem com inúmeras variações e um conjunto  bem complexo de jogadas, os conceitos são resumidos nestas jogadas (grosseiramente falando). Na próxima parte do "Entendendo a defesa dos Vikings", mergulharemos de cabeça nas variações e "pegadinhas" que Zimmer e sua trupe de defensores empregam, deixando os adversários de cabelos em pé!

 

Obrigado e até a próxima parte do "Entendendo a defesa dos Vikings".

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