Preview jogo 03 – Pré-temporada: Minnesota Vikings x Seattle Seahawks

E lá vamos nós para a terceira partida da pré-temporada. Normalmente essa é uma das partidas mais importantes e significativas, é nela que os titulares permanecem por mais tempo em campo e onde nós torcedores podemos começar a perceber um maior entrosamento entre a equipe e identificar algumas boas jogadas.

Novamente jogaremos em casa, e mais uma vez contra um bom adversário, o Seattle Seahawks, do astro Russel Wilson.

Os Seahawks acumulam duas derrotas nessa pré-temporada, para o Indianapolis Colts, por 19 a 17, e para o Los Angeles Chargers, por 24 a 14. A equipe vem para uma temporada bastante contestada, principalmente pela perda de peças chaves na defesa (por exemplo Sheldon Richardson que veio para os Vikings), e também por novamente entrar na temporada com uma contestadíssima linha ofensiva.

O Minnesota Vikings em contrapartida, por mais que venha de uma derrota na última partida (14 a 10 para o Jacksonville Jaguars), está com uma equipe bastante forte e muito confiante para o próximo jogo. A volta de Dalvin Cook irá nos ajudar bastante, visto que sofremos muito com o jogo corrido na última partida. Além disso, pegar uma linha ofensiva como é a dos Seahawks pode ser ótimo para a nossa defesa monstra (que se reforçou ainda mais nesta quarta-feira com a contratação do S, George Iloka, recém dispensado pelo Cincinnati Bengals), que mesmo sem contar com Everson Griffen por conta de um corte na perna, pode fazer um bom estrago.

A partida será nesta sexta-feira (24) às 21hrs, e será a última partida em casa da equipe nesta pré-temporada. 

 

Sobre o adversário: Seattle Seahawks


O Seattle Seahawks foi fundado em 1975, e entrou na NFL no ano seguinte.

A equipe que era sempre uma coadjuvante na liga, mudou de patamar em 1983 com a chegada do técnico Chuck Knox, e com as lideranças do QB, Dave Krieg, e do recebedor, Steve Largent, os Seahawks chegaram quatro vezes aos Playoffs, de 1983 a 1988.

Depois disso, a equipe enfrentou mais alguns anos sem muito destaque, e novamente uma dupla ofensiva conseguiu elevar o patamar da equipe, dessa vez foram, Michael Hasselbeck e Shaun Alexander, QB e RB da equipe, respectivamente. Além do experiente técnico Mike Holmgren. Nessa época a equipe foi aos Playoffs por cinco vezes seguidas, de 2003 a 2007. Inclusive chegando a disputa do Super Bowl em 2005, mas perdendo a final para o Pittsburgh Steelers.

A grande mudança da equipe aconteceu em 2010 com a chegada de Pete Carroll (que já havia sido treinador dos DB’s nos Vikings entre 1985-1989). Carroll reformulou a equipe, e montou uma defesa que é considerada uma das melhores de todos os tempos, apelidada de “Legion of Boom”, eles contavam com jogadores como: Michael Bennett, Bobby Wagner, Kam Chancellor, Earl Thomas e Richard Sherman.

Além dessa defesa fortíssima, o Seahwaks acertou demais quando draftou Russel Wilson na 3° rodada do draft de 2012. E com essa equipe, o Seahawks chegou ao seu primeiro título de Super Bowl na temporada de 2013, após vencer (humilhar) o Denver Broncos, de Peyton Manning, por 43 a 8.

Vale destacar também um outro fator muito importante na história dessa franquia, que é a sua torcida, apelidada de “12th Man” (12° jogador), que é deveras conhecida por ser uma das torcidas mais fanáticas e barulhentas da NFL, entrando até mesmo para o Guinness Book em 2013, como maior barulho registrado num estádio em cobertura de um evento esportivo após Marshawn Lynch fazer um touchdown sensacional em cima da defesa do New Orleans Saints.

 

Match Up do jogo: Roc Thomas x Shaquem Griffin

 

De um lado um RB que estava entre os melhores das universidades em números, mas que principalmente por conta de não jogar em uma divisão tão forte e aliado a algumas lesões, não foi draftado e foi totalmente desprezado pelas equipes. Do outro lado um LB que dispensa apresentações e tem com certeza uma das melhores histórias de superação da NFL.

Mas, não são só pelos números na universidade ou pelas histórias comoventes que eles estão na principal liga de futebol americano. Ambos os jogadores mostraram que tem o que é preciso para disputar com os grandes de suas posições.

Thomas nos Vikings vem sendo uma grata surpresa, e vem se mostrando um jogador bastante versátil (suprindo bastante a falta que Jerick Mckinnon faz), e Griffin por mais que muitos não acreditassem em seu potencial e diziam que ele não conseguiria se destacar na NFL, é o jogador com mais snaps disputados pelos Seahawks até então, e vem impressionando sua comissão técnica pela velocidade na leitura das jogadas e por sua garra dentro de campo.

 

Pontos fortes Seahawks: Dessa vez não destacaremos nenhum jogador em específico, e não é pelo fato de os Seahawks terem perdido quase que a defesa inteira, ou por não terem um ataque tão decente quanto em temporadas passadas, mas porque realmente o ponto forte dessa equipe é (e tem que ser), Pete Carroll. Por mais que consideremos Russel Wilson como um dos tops QB's hoje na liga, os Seahawks vão precisar mais do que nunca da genialidade de seu head coach para preencher os espaços vazios que ficaram na ex-Legion of Boom. Além de precisar arranjar uma maneira de fazer a linha ofensiva da equipe começar a jogar e proteger seu QB, e como já não bastasse, ele também vai precisar fazer com que Chris Carson, ou então o calouro Rashaad Penny sejam os líderes em jardas terrestres da equipe, e não o próprio Wilson como foi ano passado.

 

Pontos fracos Seahawks: Imaginem que nossa defesa perca Harrison Smith, Xavier Rhodes, Everson Griffen e Anthony Barr, todos numa tacada só. Pois é, foi mais ou menos isso que aconteceu com a equipe de Seattle. Portanto, se todas essas percas não são o maior ponto fraco dos Seahawks na temporada, não sabemos o que é!

Eles vão precisar repor peças fundamentais e o quanto antes, já que a tão temida defesa conhecida como Legion of Boom chegou ao fim. Entretanto, vale ressaltar que eles ainda contam com Earl Thomas e Bobby Wagner, peças que serão mais do que necessárias para o sucesso da equipe nesta temporada.

 

Pontos fortes Vikings: Sofremos um pouco na última partida com nosso RB titular até então, Latavius Murray, foram apenas 12 jardas em seis tentativas (média de duas jardas por corrida, péssimo), além de dois fumbles. Porém, ele está de volta, o cozinheiro do Vikão, Dalvin Cook.

Ano passado Cook disputou quatro partidas antes de machucar seu joelho e nos desfalcar até o final da temporada, e nessas quatro partidas ele havia conseguido alcançar 353 jardas, dois touchdowns e uma média de 4,8 jardas por tentativa. Números excelentes para um novato (antes de sua contusão os únicos dois jogadores da NFL que tinham mais jardas que ele eram Le’Veon Bell do Pittsburgh Steelers e Todd Gurley do Los Angeles Rams).

Ainda é muito cedo para prever, mas não tem como não ficar animado em voltar a ver Cook em campo depois de quase um ano parado. Além dele dar um upgrade em nosso jogo corrido, Cook também é muito versátil, pois se torna mais uma arma para o jogo aéreo, além de ser um excelente bloqueador.

 

Pontos fracos Vikings: Poderiamos pela terceira vez seguida dizer que nossa linha ofensiva tem sido nosso ponto fraco nesse início de pré-temporada, mas vos pouparemos dessa vez, até porque, eles estão fazendo um trabalho bastante justo. Enaltecemos novamente como é complicado citar um ponto negativo na pré-temporada, é na verdade até injusto em algumas partes, mas dessa vez nosso ponto fraco vai para o QB recém-chegado do Denver Broncos, Trevor Siemian, que mesmo chegando para ser nosso backup, ainda não agradou e pode acabar perdendo espaço para o jovem Kyle Sloter. Jogando contra os Broncos (sua ex-equipe) e contra os Jaguars, Siemian lançou para 211 jardas, acertando 16 passes de 27 tentados, lançando para 2 touchdowns e uma interceptação. Números modestos, porém, a falta de entrosamento com o resto da equipe não agradou, diferentemente de Sloter que acertou 19 dos 26 passes tentados, para 161 jardas e um touchdown. Acreditamos que neste primeiro ano, principalmente por conta da experiência já adquirida como titular dos Broncos, Siemian não corra nenhum risco, mas é bom não dar bobeira, pois o que está sendo bastante noticiado lá fora é de que Sloter (que também veio dos Broncos) têm agradado bastante a comissão técnica dos Vikings.

 

 

Para ficar de olho: 


Kyle Sloter – Já que citamos o jovem QB anteriormente, é bom ficarmos de olho nele. Por mais que os números ainda sejam discretos, ele tem mostrado uma boa interação e liderança com o restante da equipe, e pode ser que seja bastante aproveitado ainda nesses dois últimos jogos de pré-temporada.

 

Laquon Treadwell – Citamos novamente, e com toda a certeza ele estará aqui na próxima semana também. Como já dissemos anteriormente, toda partida para o Treadwell é uma final, e ele precisa mostrar que não foi um bust total da nossa comissão por ter sido selecionado na primeira rodada do draft. Na última partida ele fez duas boas recepções, mas ainda é muito pouco para o que se espera dele.

 

Dalvin Cook – Deve ser um senso comum, que não haja um único torcedor dos Vikings que não esteja ansioso em ver Cook de volta aos gramados. Não sabemos ainda por quanto tempo ele irá jogar, mas só de ver nosso RB titular de volta e recuperado, já é uma ótima notícia, vê-lo em campo certamente irá valer a pena...

 

Palpite do redator:

 

Vikings 27 x 10 Seahawks

 

 

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Redator VikingsFA: Gabriel Brandino  

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