Preview jogo 03 – Temporada Regular: Minnesota Vikings x Buffalo Bills

No próximo domingo acontece a terceira partida dos Vikings na temporada, e nós somos uma das nove equipes que permanecem invictas neste ano... só é um pouco complicado entender após a última partida do domingo, contra o Green Bay Packers, qual foi o sentimento do torcedor.

 

Uma partida épica, digna de um clássico entre os cabeças de queijo e os Vikings, mas que com erros crassos de nossa equipe de especialistas, deixaram aquele gostinho amargo de um empate que deveria ter sido vitória.

 

Para se ter uma ideia do quão atípico foi este jogo, dos 29 pontos dos Packers, apenas 6 vieram diretamente de Aaron Rodgers, e o K dos Packers, Mason Crosby, combinou para 17 pontos (5 FG e 2 XP), sua maior marca na carreira. Mas agora é deixar essa partida apenas na memória como um grande duelo, e pensar no próximo adversário, o Buffalo Bills.

 

Os Bills veem de duas derrotas, e mais que isso, foram duas péssimas partidas, 47 a 3 para os Ravens e 31 a 20 para os Chargers (não se engane pelo placar “apertado”). O despreparo da equipe é tão grande que logo na primeira partida, após fraquíssima estreia do até então QB titular, Nathan Peterman, lançando para duas interceptações e acertando 5 dos 18 passes tentados para apenas 24 jardas, ele foi colocado no banco e a batata quente ficou para o novato escolhido na primeira rodada, Josh Allen. Obviamente que o jovem QB ainda não está pronto para ser um comandante de ataque titular na NFL, e contando com sua primeira partida (onde entrou quando os Ravens venciam por 40 a 0) e com a partida no domingo, ele lançou para 319 jardas, acertando apenas 50% de seus passes (24 de 48), para um touchdown e duas interceptações.

 

Os números de Allen não são ruins para um novato, não dá para esperar algo muito diferente disso, o problema (para os torcedores dos Bills), é que ele irá pegar pela frente “apenas” a nossa defesa!!!

Entretanto, por mais que a vitória possa ser um resultado bastante provável para o duelo deste domingo (23), a equipe dos Vikings precisa entrar bastante centrada na partida, para que não cometa os mesmos erros que cometeram contra os Packers (principalmente o ST).

 

Vale lembrar que os últimos cinco novatos que enfrentaram a defesa dos Vikings não se deram muito bem: Mitchell Trubisky (2x), DeShone Kizer, Carson Wentz, e Dak Prescott completaram 55% dos passes, com uma média de 152,4 jardas, para 3 touchdowns e 3 interceptações, além de 8 sacks, combinando para um rating médio de 71.5.

 

Um ponto de destaque para este domingo é que durante o intervalo da partida, o Minnesota Vikings irá homenagear Dennis Green (que foi nosso técnico principal de 1992 até 2001). Green que faleceu em 2016, será o novo integrante do nosso seleto grupo com o Ring of Honor da equipe. De suas 10 temporadas a frente da franquia, ele nos levou aos playoffs por 8 vezes, e é o segundo técnico com mais vitórias pela equipe, atrás apenas do lendário Bud Grant. 

 

 

Sobre o adversário: Buffalo Bills


O Buffalo Bills foi fundado em 1960, e é uma equipe da cidade de Buffalo, em New York. Eles fazem parte da divisão leste da conferência AFC. As cores de seus primeiros uniformes foram baseadas em um de nossos rivais de divisão, o Detroit Lions, e o nome da equipe foi uma homenagem ao aventureiro e lenda do Velho Oeste, Bill Cody, também conhecido como “Buffalo Bill”.

 

A equipe conquistou dois títulos consecutivos na extinta AFL em 1964 e 1965. Após isso, se juntaram a NFL, e na década de 70 o maior nome da equipe era o excelente RB e totalmente polêmico, O.J. Simpson (quem não o assistiu jogar, provavelmente o viu no documentário: The People vs O.J. Simpson). Os anos 80 não foram fáceis para a equipe, chegaram a fazer algumas boas campanhas, mas muito abaixo do esperado, e o time começou a melhorar em 1988 aproveitando o final da State Football League (liga fundada em 1983 com jogos durante a primavera e o verão), e acabou por recrutar vários jogadores da mesma.

 

Nos anos 90 a equipe entra em sua “Era do Super Bowl”, e eles conseguem um feito inédito até hoje na história da liga, chegaram a final por 4 vezes consecutivas, porém, foram derrotados em todas elas (nós compartilhamos dessa tristeza com os Bills, pois somos as únicas duas equipes que foram ao SB por 4 vezes, e saíram derrotadas em todas elas).

 

No Super Bowl XXV a equipe foi derrotada pelo New York Giants por 20 a 19, com direito a um field goal que daria a vitória desperdiçado nos segundos finais (isso te lembra algo?!). No Super Bowl XXVI, disputado no Metrodome (nosso antigo estádio), em Minneapolis, a equipe perdeu para o Washington Redskins por 37 a 24. No Super Bowl XXVII, a equipe foi massacrada pelo Dallas Cowboys por 52 a 17. E finalmente, no ano seguinte, em 1993, no Super Bowl XXVIII a equipe teve sua quarta derrota decretada, mais uma vez contra o Dallas Cowboys, 30 a 13 foi o placar final.

 

Após essa última derrota no Super Bowl a equipe começou a entrar em um declínio que perdura até hoje. De lá para cá foram apenas cinco aparições nos playoffs, porém, com uma só vitória, em 1995.

 

 

Match Up do jogo: Steffon Diggs x Adam Thielen

 

Existem sim outros match ups bastante interessantes, como por exemplo a disputa entre nossa linha defensiva contra Josh Allen, visto que os Bills são a segunda equipe que mais cederam sacks na temporada, e nossa DL é uma das que mais pressiona o QB adversário e está entre as que mais sacks forçaram até então na temporada (5).

Mas Diggs e Thielen vem se sobressaindo e não é de agora. Eles são hoje a melhor dupla de WR's da NFL. No último domingo isso ficou bem claro, ambos pegaram passes importantes e de alto grau de dificuldade, e confundiram demais a defesa adversária.

Na temporada, ambos já combinaram para 404 jardas em 30 recepções, com 4 touchdowns. Só para se ter uma ideia TODOS os recebedores do Buffalo Bills combinaram até então para 343 jardas em 29 recepções, e apenas um touchdown.

Vale lembrar que a defesa dos Bills é a segunda que mais cedeu touchdowns por passe, é também uma das únicas que ainda não interceptou o QB adversário, além de ser ao lado da defesa dos Lions a pior em pontos cedidos, 78 ao todo.

 

 

Pontos fortes Bills: A equipe dos Bills deposita toda sua esperança para um futuro glorioso em seu novo QB que foi selecionado logo na 7° posição geral do último draft, Josh Allen. O jogador que já entrou para jogar logo na primeira semana da temporada mostrou que ainda tem muito o que desenvolver em seu jogo, porém, mostrou que tem bastante qualidade (principalmente nos dois últimos quartos contra os Chargers).

Essa classe de QB's é tida como uma das melhores dos últimos tempos, e Allen se inclui nesse grupo como um dos mais talentosos (que já tem Baker Mayfield, Sam Darnold, Josh Rosen e Lamar Jackson) e dinâmicos nas jogadas. E vale lembrar que o jogador é responsável por 58 das 167 jardas terrestres que a equipe alcançou na temporada até o momento (3 jardas a menos que o principal RB da equipe, LeSean McCoy), portanto, é preciso muita atenção com suas corridas também.

 

Pontos fracos Bills: Assim como o novato, Josh Allen, pode ser o ponto forte na equipe dos Bills, ele também pode ser um ponto fraco para o time, isso mesmo!

Allen fará apenas sua segunda partida como titular e por mais que ainda seja um mistério, o time de Buffalo pode com isso, aproveitar-se para surpreender nossa defesa. O QB deve ser muito explorado pela nossa equipe, e sua inexperiência contra uma defesa tão experiente e agressiva pode ser algo bom para nós, podendo resultar em turnovers caso ele tente arriscar demais, ou em poucas jardas caso ele seja mais cauteloso com as jogadas.

Além disso, Allen vai ter uma linha ofensiva que ainda não encontrou seu melhor jogo para o proteger, e os Bills são a segunda equipe que mais cederam sacks aos adversários. Outro problema é o jogo corrido que não deu as caras ainda na equipe de Buffalo, e na última partida, entre passes e corridas, Allen foi responsável por 41 das 55 jogadas da equipe, tornando o ataque unilateral.

 

 

Pontos fortes Vikings: E ele realmente mostrou para o que veio...”Captain Kirk” mostrou que os Usd 84mi depositados nele foram um excelente investimento de Rick Spielman & cia.

Contra os Packers, Cousins lançou para 425 jardas, acertando 35 de 48 passes tentados, para 4 touchdowns e uma interceptação (que não teve culpa), conseguindo assim um rating de 118.8.

Passadas duas rodadas desde o início da liga, Cousins tem um rating médio de 108.7, é o quinto colocado em passes, terceiro em touchdowns e já conseguiu nove jogadas para pelo menos 20 jardas.

É isso que acontece quando você coloca um QB do nível dele numa equipe com bons jogadores e um sistema ofensivo que o favoreça.

Muitos torcedores ainda se recordam de Teddy Bridgewater ou Case Keenum, foram dois QB’s importantes e que nós todos desejamos muito sucesso, porém, hoje temos um comandante de ataque que pode de fato entrar num novo nível de jogo, e contando com jogadores como Steffon Diggs e Adam Thielen, quem sabe ao final da temporada não escutamos os gritos de M-V-P no U.S. Bank Stadium quando Cousins estiver no huddle planejando a próxima jogada.

 

Pontos fracos Vikings: A partida do último domingo terminou com nossa equipe levando 29 pontos. Porém, nossa defesa cedeu apenas um touchdown para o ataque dos Packers liderados por Aaron Rodgers, limitando o QB a 281 jardas em 42 tentativas de passes. Números modestos, mas pensando no que Rodgers fez com a “temida” defesa do Chicago Bears apenas nos dois últimos quartos, estamos muito bem.

E nosso ataque, comandado por Cousins conseguiu alcançar também os mesmos 29 pontos.

O grande problema é que, tivemos uma interceptação nas 25 jardas do próprio campo por conta de um grotesco erro de Laquon Treadwell (que teve 3 drops na partida), tivemos um touchdown sofrido por Joshua Jackson após Matt Wile ter seu punt bloqueado por Geronimo Alisson (coisa que é completamente inaceitável de se acontecer), e para finalizar tivemos TRÊS FG's desperdiçados pelo K novato, Daniel Carlson, dois deles na prorrogação e que custaram nossa vitória (e seu emprego também).

Acumulando tantos erros assim, uma coisa é certa, os Vikings podem ter uma equipe sensacional e são sem dúvida um dos grandes contenders dessa temporada, mas precisam se atentar para não perder para si mesmo. Ficou claro neste último domingo que tínhamos tudo para vencer, defesa fazendo sua parte e cedendo apenas um touchdown e ataque voando com ótimos e decisivos passes de Cousins, entretanto, por erros (e muitos erros) de nossos próprios atletas, a equipe por muito pouco não saiu do Lambeau Field com sua primeira derrota na temporada.

 

Jogadores contundidos:

 

Buffalo Bills:
Out (Fora): Ninguém

Doubtful (Duvidoso): Ninguém

Questionable (Questionável): WR Kelvin Benjamin, CB Phillip Gaines, CB Taron Johnson, DE Shaq Lawson, RB LeSean McCoy

 

Minnesota Vikings:
Out (Fora): RB Dalvin Cook, DE Everson Griffen
Doubtful (Duvidoso): CB Marcus Sherels
Questionable (Questionável): CB Mackensie Alexander

 

 

Para ficar de olho: 

 

Kirk Cousins – Como citamos acima, Cousins fez uma excelente partida contra os Packers e vem se destacando como um dos melhores QB's da temporada até o momento. Agora ele enfrentará uma defesa que teoricamente vai lhe dar bastante chances para brilhar.A cada partida que se passa Cousins vai ficando mais à vontade e entrosado com o restante do ataque, e essa será a partida ideal para ele soltar o braço e testar todo seu corpo de recebedores antes do jogão contra os Rams.

 

Laquon Treadwell – Se na pré-temporada nós havíamos citado Treadwell dizendo que ele precisaria matar um leão por partida, agora ele terá que matar uma alcateia inteira. Após uma partida com 6 passes em sua direção e 3 bolas dropadas (incluindo em uma interceptação que quase nos culminou em uma derrota), Treadwell precisa repensar um pouco sobre seu jogo e entrar na próxima rodada mais focado do que nunca.

Zimmer disse após a partida do domingo que um recebedor precisa antes de tudo se atentar em segurar a bola, e depois pensar em correr, se referindo ao primeiro drop de Laquon.

Obviamente que o jogador tem muita qualidade e pode ainda brilhar nos Vikings (esse é o desejo de todo torcedor), não atoa foi escolhido na primeira rodada em 2016. Mas agora cada partida será vida ou morte para o atleta que poderá perder seu espaço na equipe a qualquer momento, e até mesmo se juntar a Carlson na procura por uma nova equipe.

 

Pat Elflein –Elflein volta para a equipe na partida deste domingo. Uma excelente notícia ter de volta nosso Center titular após uma cirurgia realizada nesta offseason. A única dúvida é quanto sua posição, por mais que ele tenha jogado a temporada passada inteira como C (e bem demais, diga-se de passagem), Brett Jones (recém-contratado) está fazendo um bom papel também como C, e tanto Elflein como Jones podem ser deslocados para jogar como LG, substituindo o titular da posição, Nick Easton, que se contundiu antes do início da temporada e só volta em 2019.

 

Dan Bailey – Talvez estejamos sendo um pouco exagerados, mas a vinda de Bailey propôs para a torcida a mesma felicidade de quando anunciaram Kirk Cousins como nosso novo QB. Talvez seja exagero, mas apenas talvez... pois realmente é uma sensação bem parecida, estávamos completamente a mercê de um K de verdade há muito tempo. Nomes como Blair Walsh, Kai Forbath e Daniel Carlson (este que não deve ser citado), são para esquecer e realmente só nos trazem péssimas recordações.

Bailey já chega na equipe com o status de ídolo (ok, aqui existe um pouco de exagero). A esperança é de que o segundo K com a maior acurácia da história da NFL com 88.2% de aproveitamento, possa dar mais tranquilidade para nós torcedores a cada FG tentado, e que realmente esses chutes deixem de ser nossa sina, e comecem a nos dar um pouco de alegria.

 

Palpite do redator:

 

Vikings 44 x 13 Bills

 

 

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Redator VikingsFA: Gabriel Brandino  

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