Preview jogo 07 – Temporada Regular: Minnesota Vikings x New York Jets

Chegamos na 7° rodada do campeonato, e com grandes chances de conseguirmos a 3° vitória seguida.

Nas últimas semanas vencemos o atual campeão Philadelphia Eagles no Lincoln Financial Field numa partida importantíssima, e vencemos muito bem o fraco Arizona Cardinals jogando em casa.

Ataque aéreo jogando muito bem, um time de especialistas (principalmente com a chegada de Dan Bailey) bastante confiável, jogo terrestre e defesa aparecendo, até que enfim a forte equipe do Vikings parece que se encontrou e está cada vez mais forte. Agora é hora de testarmos nossa força mais uma vez contra um QB novato, Sam Darnold, que comanda o New York Jets.

Os Jets mesmo com quase metade de temporada já disputada permanecem uma incógnita para a maioria dos especialistas. A equipe que jogando fora de casa contra o Detroit Lions conseguiu anotar 48 pontos, e conquistou cinco interceptações, na rodada seguinte jogando em casa contra o Miami Dolphins, anotou apenas 12 pontos e cedeu um rating de 123.1 para Ryan Tanehill.

A partida deste domingo é o início de uma dura jornada para os Jets, que após os Vikings, enfrentam a forte defesa do Chicago Bears no Soldier Field, e depois vão disputar três jogos seguidos de divisão, contra Dolphins, Patriots e Bills.

Em contrapartida, esta partida para os Vikings é talvez a última mais “tranquila” para a equipe na temporada, que após esse final de semana terá Saints, Patriots, Bears, Packers e cia. pela frente. 

 

 

Sobre o adversário: New York Jets


O New York Jets foi fundado oficialmente em 1959 e disputou sua primeira temporada em 1960, ainda sob o nome de New York Titans. Esse nome foi dado por Harry Wismer, dono da franquia na época, e ele dizia que "Titãs são maiores que Gigantes", obviamente uma provocação ao rival, New York Giants.

Porém, as coisas não estavam fáceis, e em 1962, com Wismer não conseguindo arcar com os custos a equipe estava praticamente falida. O time então foi comprado por uma equipe liderada por Sonny Werblin, que reestruturaram todo o grupo, com nova comissão técnica, novos jogadores, novo uniforme, e um novo nome, Jets.

Liderados pelo técnico Weeb Newbank e pela lenda Joe Namath, a equipe chegou ao seu primeiro e único título de Super Bowl (1968), venceram os (na época) Baltimore Colts de outra lenda, Johnny Unitas, por 16 a 7, no Super Bowl III.

Após o título, os Jets enfrentaram péssimas temporadas de campanhas negativas e sem nenhuma chance de playoffs. Apenas em 1981 a equipe voltou a disputar um Wild Card, caindo diante do Buffalo Bills, por 31 a 27.

Depois de algumas aparições esporádicas nos Playoffs, os Jets enfrentaram sua pior campanha na história da liga, 1-15, em 1996. Mas se recuperaram logo em seguida, e em 1998, liderados pelo icônico QB, Vinny Testaverde, eles conseguiram um recorde de 12-4, e venceram a final da divisão contra o Jacksonville Jaguars por 34 a 24, mas foram derrotados na final da AFC, contra o Denver Broncos, que venceram o Super Bowl naquela temporada, por 23 a 10.

Essa foi uma das últimas temporadas de grande sucesso dos Jets, que enfrentam um interminável período de fracassos e campanhas abaixo da média.

Eles também já testaram diversos QB’s de lá para cá, entre eles o veterano Brett Favre (onde fez uma péssima temporada, logo antes de ir brilhar na temporada de 2009 com os Vikings), Mark Sanchez (que também não obteve sucesso nenhum mesmo chegando a duas pós-temporadas com a equipe, e ficou mais conhecido por uma das situações mais hilárias da liga, o famoso “Butt Fumble”) e até Tim Tebow (uma das maiores decepções da NFL, e que para se ter uma noção, hoje é ainda jogador profissional, mas de outro esporte, baseball, atuando pela equipe do New York Mets).

Além das falhas com os QB’s, os Jets já tiveram em sua staff dois dos maiores head coachs de toda a liga. Pete Carroll foi coordenador defensivo entre 1990 até 1993, e depois até teve uma chance como técnico principal em 1994, mas após 10 derrotas ele foi demitido do cargo. Além dele, um dos melhores (se não o melhor) técnico da história da liga também passou por lá, Bill Bilicheck foi assistente técnico e coordenador defensivo de 1997 até 1999, antes de optar por ir ao New England Patriots onde está até hoje.

 

 

Match Up do jogo: Danielle Hunter x Sam Darnold/OL

 

Essa será uma partida de muitos matchups interessantes, como a volta de Sheldon Richardson contra a equipe que o draftou.

Ou então a primeira partida de Cousins contra os Jets, após sua quase ida para lá. Hoje ele é nosso Captain Kirk, mas por muito pouco ele não foi para os nossos rivais deste domingo. Isso porque o QB recusou uma proposta salarial maior da equipe da Big Apple, para vir para o time de Minneapolis.

Por mais que para todos nós torcedores dos Vikings isso seja ótimo, para a torcida dos Jets e também para sua diretoria, isso acabou não sendo nada agradável, principalmente pelo motivo da vinda de Cousins, que como muito foi divulgado, o QB gostaria de “ir para uma equipe competitiva”. Portanto, é muito provável que ele seja bastante vaiado e que peguem no seu pé durante a partida...e esse será um matchup interessante, mas não o principal.

Um dos grandes duelos deste domingo será entre nosso caçador, Danielle Hunter contra o jovem e promissor QB dos Jets, Sam Darnold e sua ótima OL.

A Linha ofensiva dos Jets pode não ser a melhor da liga, mas os experientes James Carpenter, Spencer Long, Brian Winters e companhia estão fazendo um grande trabalho, limitando as equipes adversárias a apenas 13 sacks em seu QB.

2 sacks do Cleveland Browns e 3 do Jacksonville Jaguars que contam com duas das melhores linhas defensivas da liga, não são de todo mal, mas a melhora aconteceu na partida contra o Denver Broncos, onde não deixaram Von Miller e Bradley Chubb sequer chegar perto de Darnold.

Darnold também têm ajudado bastante seus companheiros, o QB que ainda tem muito o que evoluir vem aproveitando bastante essa temporada e mostra boa mobilidade e inteligência no pocket, e este será o terceiro novato que a defesa dos Vikings irão encontrar até o momento.

Do outro lado, Hunter mostra a cada rodada que ele pode e deve estar entre os melhores pass rushers da atualidade, e é o único jogador da liga a conseguir ao menos um sack por partida até o momento. Infelizmente ainda não podemos contar com Everson Griffen, mas Hunter realmente assumiu o papel de destaque nessa defesa e hoje se transformou em um jogador essencial para nosso sucesso.

 

 

Pontos fortes Jets: Terceira escolha geral do draft de 2018, 1.346 jardas lançadas, 9 touchdowns e rating médio de 106.0 nas duas últimas partidas. Se são números incríveis? Não, mas este é o jogador que mudou a mentalidade e forma de o ataque dos Jets encarar a partida.

Sam Darnold é um jovem QB, e raríssimos são os jogadores dessa posição que se destacam logo em sua temporada de estreia. E ele será o terceiro novato que nossa defesa enfrentará este ano. Contra Josh Rosen (Arizona Cardinals) e Josh Allen (Buffallo Bills), tivemos um sucesso e um fracasso, respectivamente, e é inegável que Darnold é melhor que os dois anteriores.

É também bem verdade que ele já lançou para 7 interceptações, e em apenas duas partidas das seis já disputadas ele passou das 200 jardas aéreas. Como qualquer jogador novato, ele ainda é uma incógnita para nossa defesa, e como ele está em uma temporada onde tem todo o direito de arriscar jogadas ousadas e até um pouco “irresponsáveis”, todo cuidado é pouco.

 

Pontos fracos Jets: Morris Clairborne, Trumaine Johnson e Jamal Adams, são ótimos nomes e que se encaixariam bem em qualquer defesa, e de fato, se encaixaram muito bem nos Jets. Eles formam uma forte secundária.

Forte, mas também bastante inconsistente, essa é a verdade sobre essa secundária, que já interceptaram Matthew Stafford por quatro vezes, Andrew Luck por outras três, mas que sofreram nas mãos de Ryan Tanehill e Blake Bortles. Uma secundária que cedeu em média 218 jardas para os QB’s rivais nas três primeiras partidas, e que cedeu mais de 300 jardas em todas as últimas três.

Além dessa inconsistência, a secundária dos Jets também conta com lesões atrás de lesões, Trumaine Johnson perdeu as duas últimas partidas, Buster Skrine sofreu uma concussão na semana 5 e ainda não retornou aos treinos, e Marcus Maye quebrou o polegar e não deve enfrentar os Vikings.

Os Jets têm 10 interceptações na temporada, é o segundo melhor colocado neste quesito, mas vale lembrar que 8 dessas interceptações ocorreram em apenas duas partidas.

Cousins não vai ter um jogo fácil, mas por sua experiência e frieza no pocket ele deve conseguir aproveitar bem as brechas que a secundária adversária vai deixar, ainda mais quando se tem Diggs e Thielen jogando ao seu lado.

 

Pontos fortes Vikings: Depois de um início extremamente contestado e até preocupante, parece que nossa defesa realmente decidiu aparecer.

Contra os Cardinals foram apenas 10 pontos cedidos pela defesa, uma interceptação, um fumble forçado e recuperado, 4 sacks e 0% nas terceiras e quartas descidas adversárias (0 de 10 nas 3° descidas e 0 de 2 nas 4° descidas).

São números que (mesmo sendo contra os Cardinals) nos deixam bastante contentes e ansioso para ver novamente essa defesa em campo.

Temos Hunter e Sheldon Richardson fazendo excelente trabalho na linha defensiva, Eric Kendricks e Anthony Barr sempre com muito entrosamento e capacidade, e na secundária, Harrison Smith e Xavier Rhodes voltando a jogar bem e incomodando bastante o ataque adversário.

Os Jets têm um ataque muito mais forte do que os Cardinals, e será um ótimo teste, principalmente se pensarmos que logo logo teremos um SNF complicadíssimo e muito esperado contra o New Orleans Saints, de Drew Brees, Michael Thomas e Alvin Kamara.

 

Pontos fracos Vikings: Infelizmente como é de praxe para todas as equipes da NFL, é necessário lidar com diversas lesões durante toda a temporada. E como torcedor dos Vikings, já estamos bastante acostumados com isso.

Já não podemos contar com um de nossos capitães, Everson Griffen, desde a terceira rodada, que se recupera de um grave problema particular. Outro jogador que têm nos desfalcado bastante e ainda não jogou bem esse ano é Dalvin Cook, que enfrenta problemas de lesões desde o início da temporada passada (mas que deve ir para o jogo contra os Jets).

No último domingo perdemos também nosso CB novato e que vinha mostrando muito potencial, Mike Hughes, com uma ruptura no ligamento do joelho.

Além de Griffen e Hughes, provavelmente não iremos contar com mais um de nossos capitães e jogadores mais importantes, Linval Joseph (que pode perder seu primeiro jogo desde 2015), que está com lesões no pé, joelho e ombro não participou nos últimos dois treinos da equipe, podendo desfalcar nossa defesa no domingo (em seu lugar treinou Jaleel Johnson).

Nós temos um elenco bem completo e com muita qualidade, e a rotação da linha defensiva que Mike Zimmer vem fazendo é essencial para que nossa DL chegue ao final da temporada com bastante saúde e gás no tanque. Porém, algumas lesões incomodam bastante, e esse infelizmente é um ponto fraco não só dos Vikings, mas de qualquer esporte de contato como o futebol americano.

 

 

Jogadores contundidos:

 

New York Jets:
Out (Fora): CB Buster Skrine, WR Quincy Enunwa, S Marcus Maye

Doubtful (Duvidoso): CB Trumaine Johnson, WR Terrelle Pryor, LB Kevin Pierre-Louis

Questionable (Questionável): RB Isaiah Crowell

 

Minnesota Vikings:
Out (Fora): DE Everson Griffen, OL Riley Reiff, S Andrew Sendejo, RB Dalvin Cook

Doubtful (Duvidoso): -
Questionable (Questionável): DT Linval Joseph

 

 

Para ficar de olho: 

 

Adam Thielen – Histórico! Esse é o início da temporada de Thielen, já são 712 jardas totais, para 4 touchdowns e 58 recepções (10 a mais que o segundo colocado), além de ser o único jogador da era Super Bowl a iniciar uma temporada com seis partidas seguidas para mais de 100 jardas.

Uma das comparações agora é com o início da temporada de Marvin Harrison em 2002, quando terminou com 143 recepções e obteve o recorde da liga. Em 2002, nas seis primeiras, Harrison tinha alcançado a marca de 52 recepções, enquanto nas seis primeiras partidas dessa temporada, Thielen já tem 58 recepções.

Vale lembrar que em duas das últimas três partidas, a defesa dos Jets cederam 9 recepções para Emmanuel Sanders (Broncos) e Dede Westbrook (Jaguars).

 

Danielle Hunter – Hunter é o único jogador da liga com no mínimo um sack por partida e ao lado de JJ Watt lidera a liga em sacks totais, com 7.

Já o destacamos mais acima, e Hunter tem tudo para aumentar seus impressionantes números neste domingo. Vale lembrar que Hunter é o quarto jogador com mais sacks na história da NFL abaixo dos 24 anos de idade.

Hunter tem 32,5 sacks, e fica atrás de Shawne Merriman (39,5), Aldo Smith (38), Robert Quinn (34,5) e Terrel Suggs (33,5). Ele completará 24 anos no próximo dia 29, e até lá ainda tem duas partidas para melhorar esses números, e quem sabe entrar num top 3 de todos os tempos.

 

Sheldon Richardson – Revanche ou apenas um reencontro. Richardson volta a enfrentar a equipe que o draftou e alguns anos depois o trocou.

Richardson vem fazendo um ano de estreia fantástico com os Vikings, e mesmo com um contrato de um ano só, já se espera que Rick Spielman faça alguma de suas mágicas para não perder o atleta, principalmente após Zimmer elogiar o jogador nesta quarta-feira, dizendo que está impressionado não só com sua técnica dentro de campo, mas também com seu profissionalismo fora dele.

Domingo será uma grande oportunidade de Richardson mostrar que os Jets erraram em tê-lo envolvido numa troca.

 

Palpite do redator:

 

Vikings 27 x 13 Jets

 

 

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Redator VikingsFA: Gabriel Brandino  

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