Preview jogo 14 – Temporada Regular: Minnesota Vikings x Miami Dolphins

Essa partida de domingo contra o Miami Dolphins tomou uma proporção que ninguém esperava tomar, ela será decisiva para o futuro dos Vikings na temporada. Uma derrota jogando em casa pode nos tirar (e muito) da briga pelos playoffs.

Mas isso só aconteceu por falhas da própria equipe. Viemos de duas péssimas partidas (contra New England Patriots e Seattle Seahawks), que resultaram em reclamações dos jogadores, e também a demissão de nosso ex-coordenador ofensivo, John DeFilippo (Kevin Stefanski, treinador dos QB's, foi promovido interinamente para seu lugar).

Em compensação, o Miami Dolphins vem numa crescente. Ryan Tanehill, que estava contundido, voltou para a equipe, e voltou jogando bem, vencendo suas duas últimas partidas contra rivais de divisão (Buffalo Bills e New England Patriots, com um lance milagroso no ultimo lance do jogo), e ainda sonhando com uma vaga para disputar os playoffs.

Nossa defesa permanece entre as melhoras da liga, e iremos enfrentar uma das piores equipes em jardas totais e jardas aéreas, com medias de 310.5 (29°) e 201.2 (27°) respectivamente.

Nos 6 confrontos entre Vikings e Dolphins, disputados em Minnesota, ambas venceram 3 vezes, este domingo será uma ótima chance dos Vikings desempatarem essa estatística.

 

 

Sobre o adversário: Miami Dolphins


O Miami Dolphins pode não viver uma de suas melhores fases, mas isso não muda o fato de ser uma das franquias mais tradicionais e históricas da liga.

A equipe surgiu em 1966, fundada por Joe Robbie. Em 1970, o time se juntou à NFL após a fusão com a AFL, se tornando a franquia de uma Major League mais antiga no estado da Flórida. Em 1970, logo no início de sua jornada na NFL, os Dolphins foram treinados pelo mais bem-sucedido treinador de todos os tempos, em termos de partidas vencidas, Don Shula. Em sua carreira como treinador, Shula venceu 347 partidas, e em 26 temporadas com os Dolphins, apenas duas vezes a equipe terminou com uma campanha negativa.

Logo na temporada de 1971, a equipe que era comandada pelo QB Bob Griese, finalizou a temporada com 10 vitórias, 3 derrotas e um empate. Nos playoffs a equipe venceu o Kansas City Chiefs por 27 a 24, jogo finalizado apenas na prorrogação, e depois, golearam o na época, Baltimore Colts, por 21 a 0.

Na disputa do Super Bowl VI, a equipe acabou sendo derrotada pelo Dallas Cowboys do QB, Roger Staubach, por 24 a 3.

Entretanto, isso não desanimou os jogadores, e a temporada seguinte foi histórica para a franquia, e para a liga. O time terminou a temporada de 1972 de forma perfeita, venceram todas as suas partidas (recorde que permanece único até nos dias atuais).

Nos playoffs a equipe venceu o Cleveland Browns, por 20 a 14. E na partida seguinte valendo o título da conferência, venceram o tradicional Pittsburgh Steelers, por 21 a 17. Já no Super Bowl, a defesa dos Dolphins brilhou, e seguraram o ataque do Washington Redskins, principalmente a dupla de QB e WR, Billy Kilmer e o HOF, Charley Taylor. Incluindo 3 interceptações para Kilmer, e apenas duas recepções (em 9 bolas lançadas em sua direção) para Taylor. A partida acabou com o placar de 14 a 7, dando assim o primeiro título de Super Bowl para os Dolphins.

No ano seguinte, 1973, mais uma campanha excelente da equipe, após terminarem a temporada regular com uma campanha de 12-2, venceram os times de Cincinnati Bengals e Oakland Raiders, por 34 a 16 e 27 a 10, respectivamente, até chegarem ao Super Bowl pela 3° vez em sequência.

Dessa vez, no Super Bowl VIII, eles acabaram derrotando o Minnesota Vikings de Bud Grant, Frank Tarkenton e nossa excelente defesa, conhecida na época como os Purple People Eaters. Placar final de 24 a 7.

Após esses títulos, a equipe acabou perdendo alguns jogadores importantes e não se destacou tanto assim nos próximos anos. Voltaram a brilhar apenas na década de 80, quando o até hoje, maior ídolo da franquia, começou sua jornada na liga.

Em 1983, Dan Marino, substituiu, David Woodley, num Monday Night Football, e não saiu mais da posição de QB da equipe. Marino além de ídolo da franquia, e mesmo não tendo conseguido conquistar nenhum Super Bowl, é considerado um dos maiores de sua posição na história da NFL.

Logo em seu segundo ano com a equipe, em 1984, ele teve números impressionantes e foi considerado o MVP daquela temporada, também conseguindo levar o time para a disputa do Super Bowl (único de sua carreira). Os Dolphins chegaram para a disputa contra a fortíssima equipe do San Francisco 49ers, comandados pelo lendário QB, Joe Montana. E o título do Super Bowl XIX acabou ficando com a franquia da Califórnia, 38 a 16.

Marino permaneceu na equipe dos Dolphins até o ano de 1999, quando decidiu se aposentar. Ele recebeu propostas de vários times após isso, inclusive uma dos Vikings, porém, de acordo com ele, além de acreditar ser a hora de se aposentar, um dos fatores de não ter ido para Minnesota, foi porque ele gostaria de ser lembrado como um jogador que permaneceu em apenas uma equipe durante toda sua carreira.

Hoje, sem Shula e Marino, a equipe aposta em Ryan Tannehill (eterna aposta, desde 2012). Porém, com várias divergências administrativas, más contratações e péssimas escolhas de draft, a equipe permanece desde 2000 sem uma vitória nos playoffs.

 

 

Match Up do jogo: Batalha de Turnovers

 

Que nossa defesa conseguirá fazer um bom trabalho ninguém dúvida. Mas, e quanto ao nosso ataque?

Cousins lançou para 6 interceptações, nas últimas 6 partidas. E do outro lado, nos últimos 6 jogos disputados, a defesa dos Dolphins já acumulam 8 interceptações, números excelentes.

Mais do que lançar interceptações, Cousins está titubeando nas principais horas das partidas, exatamente quando ele não pode errar, e dessa vez mesmo com uma defesa bastante debilitada, os Dolphins são a 2° equipe da temporada com mais interceptações (19).

Se Cousins conseguir fazer uma apresentação sólida, saber distribuir a bola entre todos os recebedores (incluindo Kyle Rudolph), e a equipe não abandonar o jogo corrido logo no início, temos tudo para sair com a vitória, do contrário, sabemos bem como isso pode acabar.

 

 

Pontos fortes Dolphins: Ryan Tannehill pode não ser nenhum Aaron Rodgers ou Tom Brady, mas é o que os Dolphins têm de melhor em seu ataque. E de fato ele vem jogando como um QB elite, principalmente depois que voltou para a equipe.

Sem Tannehill, os Dolphins foram obrigados a utilizar Brock Osweiler como titular, e ele não conseguiu ajudar tanto assim, em cinco partidas com a equipe, foram 5 passes para touchdown e 4 interceptações, com um rating de 88.4. Já com Tannehill de volta, em apenas três partidas disputadas, ele acumulou 8 passes para touchdown, apenas uma interceptação, e um excelente rating de 126.1.

Mesmo perdendo algumas partidas, Tannehill vem tendo seu melhor aproveitamento e rating da carreira. Muito disso, porque seu cargo é questionado por muitos especialistas, porém, ele parece ter voltado da lesão querendo mostrar serviço.

Vale lembrar que, Tannehill perdeu dois snaps contra os Patriots no último domingo devido a uma torção no tornozelo após um sack sofrido, e ele ainda não está confirmado para a partida de domingo, mas a probabilidade de ele ficar de fora é quase mínima.

 

Pontos fracos Dolphins: 26° da liga em pontos totais, 29° em jardas totais, 25° em jardas aéreas e 29° em jardas terrestres. Estes são alguns dos péssimos números da defesa dos Dolphins.

Em apenas 3 partidas da temporada os Dolphins sofreram menos de 20 pontos. Para se ter uma ideia, em comparação a isso, a equipe já teve 5 partidas em que sofreu mais de 30 pontos.

Ótima notícia para nosso ataque que também não anda muito bem. Outra boa notícia para Kirk Cousins é que a defesa dos Dolphins cedeu 10 touchdowns nos últimos 4 confrontos, e é uma das que mais cede jardas por jogo. Em contrapartida, como citado no matchup, mesmo a defesa dos Dolphins sendo bastante fraca, eles forçam bastante turnovers, e são a 2° melhor equipe em interceptações, com 19 até o momento.

 

 

Pontos fortes Vikings: Nossa defesa pode ter demorado um pouco para deslanchar nesta temporada, mas depois que engrenou, está complicado passar uma semana sem destaca-los como ponto forte (único ponto forte da equipe nas últimas semanas).

Russell Wilson foi mais um QB elite que sofreu contra Danielle Hunter, Eric Kendricks, Harrison Smith e companhia. Wilson fez simplesmente a pior partida de sua carreira, lançando para apenas 72 jardas e com um rating de 37.9 (ambos os piores números de sua carreira, desde 2012, seu ano de estreia).

Vale ressaltar que Anthony Harris está suprindo a falta de nosso S titular, Andrew Sendejo, com muita maestria, inclusive o jogador já é cotado para iniciar a próxima temporada entre os titulares. Outro jogador backup que entrou e jogou muito bem foi o CB, Holton Hill, que substituiu Trae Waynes.

No próximo jogo, não enfrentaremos nenhum QB elite, entretanto, será uma equipe bastante perigosa e que gosta de surpreender. Mais uma vez nossa defesa será a chave para que consigamos uma vitória neste domingo.

 

Pontos fracos Vikings: Mesmo nossa defesa parando Wilson em apenas 72 jardas, nosso ataque não soube aproveitar. Mais uma vez tivemos uma partida péssima, e novamente com péssimas chamadas. Enquanto os Seahawaks tiveram 33 jogadas de corrida com seus RB’s, nós tivemos apenas 16, mais uma vez utilizando pouco Dalvin Cook, e forçando nos passes.

Cousins mais uma vez teve seus status camuflados pelos minutos finais e com o jogo já decidido. Aliás, é no garbage time que estamos conseguindo pontuar por muitas vezes nessa temporada. Inclusive, se não fosse o touchdown no final da partida, teríamos sofrido um shutout desastroso.

Outro dado bastante preocupante, é que nosso ataque não marca mais de 24 pontos há mais de 6 partidas, e de fato não estamos jogando absolutamente nada que possa justificar isso.

Esperamos que, com essa mudança na coordenação ofensiva o time tenha uma nova motivação e que as coisas comecem a fluir novamente.

 

Jogadores contundidos:

 

Miami Dolphins:

Out (Fora): -

Doubtful (Duvidoso): CB Xavien Howard

Questionable (Questionável): S T.J. McDonald

 

Minnesota Vikings:

Out (Fora): WR Chad Beebe

Doubtful (Duvidoso): -

Questionable (Questionável): TE David Morgan, OG Mike Remmers, DT Sheldon Richardson

 

Para ficar de olho: 

 

Kevin Stefanski – Depois da demissão do até então OC da equipe, John DeFilippo, todas as atenções foram voltadas para o ex-treinador de QB’s e novo interino na vaga de coordenador ofensivo, Kevin Stefanski. Obviamente que ele não irá fazer nenhum milagre, e muito menos alterar o playbook já pronto da equipe, mas vamos prestar atenção nesta partida de domingo para ver se conseguimos notar alguma diferença em relação a postura dos jogadores, e até mesmo em relação ao estilo de jogo que ele irá propor.

Estamos todos ansiosos que o ataque possa produzir o que de fato todos esperam, principalmente Cousins, após todo o investimento feito nele.

 

Dalvin Cook - Mais uma vez foi pouco utilizado, porém mostrando que coisas boas virão deste jovem RB. Precisamos apenas dar tempo ao tempo e começar a utilizar ele mais vezes. Cook é bom correndo, bloqueando, recebendo passes, possivelmente poderá fazer uma de suas melhores partidas com a camisa dos Vikings contra uma defesa mais fraca, como a do Dolphins.

 

Danielle Hunter – Hunter permanece na briga pela liderança de sacks da temporada, e do outro lado iremos enfrentar uma linha ofensiva que pode possibilitar que ele aumente seus números.

Os Dolphins já cederam 36 sacks (13° pior da liga) e 81 QB hits (11° pior da liga).

E Hunter não se destaca apenas nos sacks (12.5, 3° da liga), de todos os jogadores com mais de 7.5 sacks na temporada, ele é o líder deles em tackles, com 61, além de ser o único que já anotou um touchdown. Muita atenção com o caçador.

 

Palpite do redator:

 

Vikings 24 x 14 Dolphins

 

 

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Redator VikingsFA: Gabriel Brandino  

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