Preview jogo 15 – Temporada Regular: Minnesota Vikings x Detroit Lions

Depois de uma partida como foi contra o Miami Dolphins no ultimo domingo, não tem como o torcedor dos Vikings não se animar para o restinho de temporada que temos pela frente.

Defesa destruindo, time de especialistas confiável, ataque terrestre brilhando e até mesmo Kirk Cousins jogando bem (mas obviamente, cometendo turnover). As próximas duas partidas da equipe são duelos de divisão, enfrentamos no próximo domingo (23) um Detroit Lions sem quaisquer chances de classificação no Ford Field, e recebemos em casa no dia 30, o líder da divisão, Chicago Bears.

Os Vikings ainda não estão matematicamente classificados para os Playoffs, mas a vitória contra os Dolhpins deixou as coisas mais encaminhadas para nós, e uma vitória no domingo contra os Lions, aliada a uma possível derrota do Philadelphia Eagles para o Houston Texans, e do Washington Redskins para o Tennessee Titans, nos garante no Wildcard.

Do outro lado, os Lions estão na lanterna da NFC Norte, com 5 vitórias e 9 derrotas, e são uma das piores equipes da conferência Nacional. Eles entram na partida sem nenhuma pretensão para a temporada. Com certeza o técnico principal da equipe, Matt Patricia, dará mais minutos de jogo para jogadores que foram pouco aproveitados no ano e que ainda precisam mostrar serviço.

Isso pode ser muito bom para os Vikings, se soubermos aproveitar. Vale lembrar que, nas últimas 10 partidas entre as equipes, são 5 vitórias para cada lado (Lions é a equipe que mais venceu os Vikings na era Mike Zimmer), independentemente da fase, sempre são duelos bastante equilibrados.

 

 

Sobre o adversário: Detroit Lions

 

O Detroit Lions foi fundado em 1929, originalmente na cidade de Portsmouth, Ohio. Na época eram de Portsmouth Spartans.

A equipe se juntou a NFL em 1930, e mesmo com bons resultados a cidade de Portsmouth não tinha tamanho nenhum para conseguir segurar uma equipe em ascensão na NFL, e em 1934 um grupo de executivos liderados por George Richards (dono da WJR, famosa rede de radiodifusão de Detroit) comprou os Spartans e os levaram até Detroit.

 

Assim então a equipe alterou seu nome de Spartans, para Lions, pois como Richards havia dito, o leão era o rei da selva, assim como ele pretendia que o Detroit Lions se tornasse os reis da NFL.Logo em seu segundo ano na nova cidade a equipe chegou em seu primeiro título da NFL, em 1935. O time venceu e venceu bem o atual campeão da liga, New York Giants, por 26 a 7, com quatro touchdowns corridos de quatro jogadores diferentes.

 

A próxima conquista dos Lions chegou apenas nos anos 50, em 1952 eles enfrentaram o Cleveland Browns e venceram por 17 a 7. Em 1953 os Browns tiveram a chance de uma revanche, porém, foram novamente derrotados, dessa vez por 17 a 16, placar que foi consolidado no último quarto com um passe de 33 jardas do QB Bobby Layne.

 

As duas equipes se enfrentaram novamente no ano seguinte (1954), e dessa vez não deu para o time de Detroit, 56 a 10 para os Browns, num massacre histórico. Em 1957 os Lions conquistaram o último título da franquia, e novamente contra os Browns, devolvendo a goleada de três ano atrás, 59 a 14. Esse último título dos Lions em 57 faz da equipe a segunda na maior seca de todas as 32 equipes da liga atualmente, apenas na frente do Arizona Cardinals.

 

Após a era Super Bowl o time passou por maus bocados e ficou no limbo da liga, fazendo diversas temporadas com mais derrotas do que vitórias.Apenas em 1989 a história dos Lions começou a melhorar, isso porque um dos maiores RB’s da história da NFL havia sido draftado na terceira escolha geral daquele ano, Barry Sanders.

 

Sanders correu para mais de 1.100 jardas em todas as suas dez temporadas com a equipe, foi para o Pro Bowl em todos os seus anos na liga, foi o MVP da temporada de 1997, é o líder em jardas numa mesma temporada, 2.053 (recorde que quase foi quebrado pelo Adrian Peterson), além de outros diversos recordes e números impressionantes.E com um jogador desses obviamente que a equipe voltou a ser uma das grandes da liga, e foram aos Playoffs por vários anos seguidos, até que Sanders se aposentou.Sem Sanders e sem um grande elenco, os Lions fizeram uma das piores campanhas da história da NFL em 2008, sendo derrotados em todas as partidas.Com a primeira escolha geral do draft do ano seguinte, eles selecionaram Matthew Stafford, que é seu atual QB, e junto com o lendário WR, Calvin “Megatron” Johnson até conseguiram fazer algumas boas temporadas, mas nada que transformasse a equipe numa potência.

 

Hoje, sem Megatron, a equipe aposta cada vez mais em seu já experiente QB (Stafford), para que consigam enfim sair da seca que a equipe se encontra.

 

 

Match Up do jogo: OL dos Lions x DL dos Vikings

 

Na última partida entre as equipes, os Vikings quebraram um recorde histórico da franquia, conseguiram anotar nada menos do que 10 sacks em cima de Matthew Stafford.

E os bons números de nossa linha defensiva se mantiveram, continuamos sendo a melhor equipe em números de sacks na liga, com 47 até o momento (14.5 de Danielle Hunter, 2° melhor da NFL).

Além disso, conforme já citamos bastante em previews anteriores, conseguimos limitar QB's como, Aaron Rodgers, Russell Wilson e Drew Brees, a números bastante abaixo de suas respectivas médias, e muito disso por conta da pressão exercida por Danielle Hunter, Everson Griffen, Linval Joseph e Sheldon Richardson.

Já a linha ofensiva dos Lions não é uma das mais confiáveis, e hoje está no meio da tabela com 36 sacks cedidos (16° melhor). A melhora nas últimas partidas é visível, entretanto, eles ainda sofrem bastante quando enfrentam defesas com bons nomes, como aconteceu com os próprios Vikings (10 sacks), Bears (10 sacks totais em duas partidas) e também contra os Rams (4 sacks).

Nossa defesa tem qualidade de sobra, e se mais uma vez conseguirmos incomodar Stafford e limitar o ataque dos Lions a marcar apenas field goals na partida, podemos contar com uma boa vitória neste domingo.

 

 

Pontos fortes Lions: No último confronto entre as equipes, a defesa dos Lions era sem dúvida nenhuma um dos pontos fracos da equipe. Hoje sem dúvida nenhuma, esse quadro mudou, principalmente tendo em vista a quantidade de pontos sofridos.

Por mais que o ataque realmente tenha decepcionado nesta temporada, a defesa em contra partida surpreendeu, e depois de começar a temporada sofrendo 78 pontos nos dois primeiros jogos, eles sofreram apenas 17 nas últimos dois.

A chegada do ex-coordenador defensivo do New England Patriots, Matt Patricia, ajudou muito para esse desenvolvimento defensivo, e com Kirk Cousins que adora cometer turnovers, devemos ficar extremamente atento com todos os níveis do campo adversário.

 

Pontos fracos Lions: Mesmo com um ataque comandado por Matthew Stafford, os Lions não fazem mais de 20 pontos há 5 partidas. Eles marcaram mais de 30 pontos apenas duas vezes até o momento, e a última vez que isso aconteceu foi contra os Dolphins, na 6° rodada.

A temporada está bastante decepcionante para os Lions, tendo que vista que logo na pré-temporada eles estavam bastante animados por conta de seu ataque, que contava com Marvin Jones e Golden Tate jogando muito bem, e com Kenny Golladay que estava se tornando um grande potencial. Hoje, Jones está no IR, Tate foi para os Eagles, e Golladay é uma das únicas armas de um dos ataques mais apáticos da liga.

O ataque da equipe faz uma média de 20.3 pontos por partida (25° da NFL), com 329.4 jardas totais (24° da NFL), números bastante abaixo da média. Vale lembrar que na última partida entre as equipes, os Lions não anotaram nenhum touchdown, Stafford teve seu segundo pior rating da temporada até então, com 83.0, lançando para 199 jardas, sem touchdowns e nem interceptações.

 

 

Pontos fortes Vikings: Até que enfim demos a devida importância para o jogo terrestre na última partida. Enquanto contra o Seattle Seahawks, Dalvin Cook e Latavius Murray combinaram para 16 corridas, contra os Dolphins, só Cook correu com a bola 19 vezes. Cook inclusive foi nomeado como o jogador da semana na conferência Nacional.

Além disso, Cook e Murray combinaram para 204 jardas terrestres e 3 touchdowns, de longe a melhor marca da equipe na temporada. E ainda conseguiram deixar Cousins em melhores situações dentro do pocket, principalmente para as jogadas de play-action.

Obviamente, a saída de John DeFilippo foi bastante decisiva para a melhora do jogo corrido da equipe, e essa é uma das chaves para o sucesso do ataque dos Vikings. Contra os Lions, a equipe tem mais uma ótima chance para deixar o “cozinheiro” e o “trem” dominarem a defesa adversária.

 

Pontos fracos Vikings: Contra os Dolpins, terminamos o primeiro quarto com um placar de 21 a 0, com três touchdowns nas três primeiras posses de bola. Já no segundo e terceiro quarto o placar foi de 17 a 3 para os Dolhpins, e então, no ultimo período, terminamos novamente na frente, 17 a 0. Esses números só mostram a inconsistência da equipe no meio da partida.

Contra os Dolphins isso pode não ter sido um grande problema, pois contornamos a situação, mas isso não pode acontecer de maneira nenhuma numa possível decisão de wildcard, o time precisa ter regularidade, do início ao fim da partida.

A famosa “tela azul” não pode atacar novamente, principalmente em nosso QB, Kirk Cousins, pois não é a primeira vez que numa partida onde ele está se destacando, ele acaba fazendo uma jogada totalmente sem sentido (como foi o pick-six da última partida), e cai de produção.

 

Jogadores contundidos:

 

Detroit Lions:

Out (Fora): WR Bruce Ellington, S Charles Washington

Doubtful (Duvidoso): -

Questionable (Questionável): CB Jamal Agnew, RB LeGarrette Blount, WR Kenny Golladay, DT Damon Harrison, LB Devon Kennard, QB Matthew Stafford

 

Minnesota Vikings:

Out (Fora): LB Eric Kendricks

Doubtful (Duvidoso): -

Questionable (Questionável): WR Chad Beebe, TE David Morgan, OG Mike Remmers, DT Linval Joseph

 

Para ficar de olho: 

 

Dalvin Cook – Cook fez no último domingo sua melhor partida com os Vikings. Foram 136 jardas em 19 tentativas, anotando 2 touchdowns. Mas não foi só isso, ele mostrou ótimos drills, quebrou vários tackles e se mostrou muito útil como opção para o passe.

Cada semana que se passa o jovem RB vêm mostrando seu valor e também mostra que se ele continuar se mantendo saudável tem tudo para estar entre os melhores da liga em sua posição.

 

Danielle Hunter - Hunter tem 14.5 sacks (vice-líder da NFL), e só isso já mostra o quão bom este ano têm sido para o nosso caçador, e por mais que ele esteja sendo reconhecido como um dos melhores DE’s perseguindo o QB, ele não é bom apenas nisso. Ele tem também 66 tackles combinados, 20 tackles for loss, 19 QB hits e um fumble retornado para touchdown.

E para completar o ano sensacional do jogador, ele foi selecionado pela primeira vez em sua carreira para o Pro-Bowl, mais do que merecido. Vale lembrar que ele é bastante jovem e ainda está em período de desenvolvimento...ele ainda vai melhorar muito!

 

Adam Thielen – Nosso garoto de Minnesota não vive sua melhor fase na temporada, já são 3 partidas abaixo das 100 jardas e apenas um touchdown nesse tempo (tudo bem, não são números ruins, mas agora é isso que esperamos dele). E isso não é uma reclamação, essa fase é completamente normal, até porque o ataque todo caiu bastante de produção, e Thielen é uma peça fundamental para que a produção, principalmente de Cousins no jogo aéreo, volte ao normal.

No próximo domingo ele será essencial, tanto recebendo bolas, quanto puxando a marcação para abrir espaço aos demais WR’s da equipe e os RB's para as jogadas terrestres.

 

Palpite do redator:

 

Vikings 35 x 17 Lions

 

 

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Redator VikingsFA: Gabriel Brandino  

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