Deveríamos estar bem melhor.... Ou poderíamos estar muito pior....

Esta temporada de 2018, tem sido uma montanha russa de emoções para os torcedores de Minnesota. Muitos frustrados com o desempenho da equipe, esperando uma campanha no mínimo igual a temporada de 2017, por conta da chegada de Kirk Cousins e John DeFilippo, outros felizes e esperançosos, com a evolução que tem acontecido nos últimos jogos, com a mudança de coordenador ofensivo e postura do ataque, na angustia por mais uma ida a pós temporada da NFL, mas a grande verdade é: Deveríamos estar bem melhor.... Ou poderíamos estar muito pior....

 

 

Vamos aos fatos:

 

 

1. Carrossel ofensivo: Desde a chegada de Mike Zimmer ao time de Minnesota, um verdadeiro carrossel ofensivo tem acontecido no time. Foram 4 coordenadores ofensivos, (Norv Turner, Pat Shurmur, John DeFilippo e agora Kevin Stefanski) em menos de 64 jogos (temporada regular). Além dos coordenadores, os QB’s também foram um grande problema para a equipe neste período, são 7 titulares diferentes (Bridgewater, Cassel, Ponder, Bradford, Hill, Keenum e Cousins), com apenas Bridgewater jogando mais de 20 jogos pelo time. Para referência, os únicos QB’s a chegar/jogar um Super Bowl desde 2007, com menos de 20 partidas disputadas por sua equipe foram Colin Kaepernick (SF, 2012) e Nick Foles (PHI, 2017).

 

2. Lesões: Nenhum time da NFL tem sido tão afetado no quesito lesões, na principal posição do futebol americano, como a equipe dos Vikings nos últimos anos. O carrossel acima mencionado entre os QB’s tem um motivo e não é a qualidade de seus titulares apenas. Bridgewater e Bradford, foram tidos como os “salvadores” da equipe em 2016 e 2017 respectivamente, com ataques desenhados para suas habilidades e com reforços chegando ao time, para uma jornada a longo prazo (após 1 ano de “carência” para aprender o gameplan e criar química com suas peças ofensivas). Resultado foi a lesão de Bridgewater na pré-temporada de 2016 e lesão de Bradford após jogo da semana 1 em 2017, ambos encerrando suas participações no ano (Bradford tentou voltar ao time, mas não estava em condições físicas para isso).

 

3. Abalos psicológicos: Derrota nos playoffs com o erro de um Field Goal de 27 jardas por Blair Walsh, que selaria uma vitória sobre o time de Seattle em 2015, lesão na pré-temporada de Bridgewater, acabando com sua temporada em 2016, lesão de Sharrif Floyd, acabando com sua promissora carreira na NFL em 2016, pedido de demissão de Norv Turner, durante a temporada regular em 2016, lesão de Bradford, acabando com toda a sua temporada em 2017, múltiplas cirurgias no olho de Mike Zimmer, cujo esteve ausente de alguns jogos durante a temporada regular pelos Vikings em 2017, falecimento do técnico de linha ofensiva Tony Sparano no início da temporada de 2018, demissão do K Daniel Carlson, após empate contra a equipe de Green Bay, onde o jogador desperdiçou 3 Field Goals, entre eles um decisivo, para vencer a partida e do coordenador ofensivo John DeFilippo, ambos neste ano, além do lamentável episódio com nosso Capitão Everson Griffen, devido a problemas de sanidade mental, que o afastaram por várias semanas do time em 2018. A quantidade de problemas e tormentas ao longo das temporadas deste time nos últimos anos, tem sido um belo roteiro para novelas mexicanas e “desculpas” para muitos treinadores justificarem seus fracassos frente a seus times.

 

 

Mesmo com todos estes percalços e fatos indesejados a qualquer franquia da NFL, o time do Minnesota Vikings possui um histórico vencedor na era Mike Zimmer, com mais de 60% de aproveitamento nos jogos sob seu comando (ficando apenas atrás das lendas Bud Grant e Dennis Green) e ao contrário do que muitos vem contestando e preocupados, principalmente nesta temporada de 2018, parece estar no caminho certo.

 

Caso o time encerre a temporada de 2018, sem um título de Super Bowl, o que para muitos significa um retrocesso absurdo, haja visto o ano de 2017 além das expectativas, as velas deste barco Viking parecem estar na direção do sucesso nos próximos anos por vir.

 

Isto porque pela primeira vez em anos, não deveremos iniciar a temporada de 2019 com uma controvérsia sobre qual será o QB titular do time, a mente ofensiva que assume o papel de técnico do ataque, Kevin Stefanski, parece estar em bons lençóis, com suas principais peças sob contrato para o ano de 2019 (Murray e Easton são os principais nomes sem contrato), os “ceifadores” da defesa de Mike Zimmer também estão em grande maioria garantidos para 2019 (Barr, Richardson e Waynes são os nomes que preocupam no quesito contrato) e considerando os anos de “altos e baixos” da era Zimmer, 2019 deverá ser uma temporada com pelo menos 10 vitórias na temporada regular (2014, 7-9 / 2015, 11-5 / 2016, 8-8 / 2017, 13-3 / 2018, 8-6-1 e contando).

 

Deveríamos e poderíamos estar melhores, sem dúvidas, mas com tudo o que aconteceu neste ano de 2018, poderíamos estar muito piores, parecido com equipes como os Jaguars, que não possuem resposta para seu QB do futuro e com uma das defesas mais caras da NFL ou até mesmo como os Bills, que mesmo com uma das melhores defesas no ano em jardas aéreas e jardas totais, estão listados para ter uma escolha de draft dentro das 10 primeiras de 2019...

 

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