Preview jogo 16 – Temporada Regular: Minnesota Vikings x Chicago Bears

Enfim, a temporada regular chegou ao final, e que final! Na última partida da temporada, ainda não estamos com a classificação confirmada, e vamos precisar vencer uma das equipes que mais surpreendeu no ano, nossos rivais, Chicago Bears.

O jogo deste domingo é completamente decisivo, pois uma derrota para os Bears, e uma vitória do Philadelphia Eagles contra o Washington Redskins (que estão jogando com a 3° opção de QB), nos tira da disputa de WildCard. Já a vitória, garante não só uma vaga aos Playoffs, mas também uma reedição da partida contra os Bears, dessa vez pelo WildCard, lá em Chicago, caso o Seahawks não vença seu jogo neste domingo.

Os Vikings veem de uma excelente vitória, contra outro rival de divisão, o Detroit Lions, por 27 a 9, onde na segunda partida seguida contra a equipe do estado de Michigan, não cedemos touchdown nenhum. Mais importante que isso, não cedemos também nenhum turnover, e o jogo terrestre funcionou, e muito bem.

Já os Bears, vem com uma excelente campanha, e venceram a 11° partida na temporada contra o San Francisco 49ers. Eles já estão classificados para os Playoffs, e entram no jogo de domingo contra os Vikings em busca de uma folga na primeira rodada.

A partida será no U.S. Bank Stadium, e a NFL alterou o jogo para um horário de “primetime” (o que não está sendo bom para os Vikings neste ano).

Vale lembrar que, nos últimos 8 confrontos entre as equipes, os Vikings venceram 6 deles. Infelizmente na última partida contra o time de Chicago, quem levou a melhor foram os Bears 25 a 20, no Soldier Field. Em contrapartida, como ponto positivo, nos últimos 6 confrontos disputados entre as equipes em Minnesota, os Vikings venceram todas elas. 

 

 

Sobre o adversário: Chicago Bears


O Chicago Bears é uma das franquias mais tradicionais da NFL, e foi fundada em 1919 com o nome de "Decatur Staleys". Era a equipe de futebol da A.E. Staley, uma empresa processadora de milho e soja de Decatur, Illinois.

Em 1920, George Halas, dono da empresa, representou o Decatur Staleys na reunião que criou a antiga NFL (que mais tarde viria a se juntar à AFL, formando a NFL atual) juntamente com 13 representantes de outras equipes.

Por conta de problemas financeiros, a franquia se mudou para Chicago em 1921, passando a ser conhecida como Chicago Staleys. Em 1922, Halas mudou o nome da equipe de Staleys para Bears. A equipe mudou-se para o estádio Wrigley Field, que pertencia à franquia de baseball Chicago Cubs. Como aconteceu com várias franquias no início da NFL, os Bears derivaram seu apelido do time de baseball de sua cidade (lembrando que os Cubs são de 1870).

Muitos não sabem, mas os Bears são uma das equipes mais vitoriosas e bem sucedidas da NFL, contando a era pré e pró Super Bowl, a franquia já chegou a disputa de título por 19 vezes, somente perdendo em aparições para o New York Giants, com 22, e atrás do Green Bay Packers em títulos, 9 contra 13.

As vitórias dos Bears vieram nos anos de 1921 ainda quando eram Staleys e treinados pelo dono da franquia, Halas, contra o Buffalo All-Americans, por 10 a 7. Em 1932 já com o nome de Chicago Bears, eles venceram por 9 a 0 o Portsmouth Spartans, placar que só foi alterado no último quarto do jogo com um touchdown bastante polêmico para as regras da época, e depois, ainda anotando mais dois pontos com um safety.

Já em 1933 com a disputa do Championship Game, disputaram o título contra o New York Giants de Harry Newman, e venceram a partida por 23 a 21.

Em 1940 aplicaram a maior lavada da história das finais, 73 a 0 contra o Washington Redskins.

No ano seguinte, 1941, novamente contra os Giants, uma vitória fácil, 37 a 9. Três anos após esta final, dois jogadores que estavam a disputando foram mortos na Segunda Guerra Mundial, pois estavam servindo os EUA, eram eles, Young Bussey dos Bears, e Jack Lummus, dos Giants.

Em 1943 poderia ter acontecido a revanche dos Redskins, e eles até dominaram as estatísticas, mas não dominaram o jogo, e novamente perderam feio, 41 a 21.

Novamente uma final contra os Giants, dessa vez em 1946, e mais uma vitória dos Bears, 24 a 14. Essa final teve um episódio envolvendo o suborno de alguns atletas da equipe de New York por conta de Alvin J. Paris, um apostador bastante conhecido na cidade.

A última final disputada pelos Bears antes da criação do Super Bowl foi em 1963, e novamente contra os Giants. E mais uma vitória conquistada, 14 a 10.

Em 1985 a franquia conquistou seu último título, e de forma espetacular. A equipe comandada pelo lendário, Mike Ditka, venceu 15 das 16 partidas disputadas na temporada regular.

A equipe tinha seu ataque liderado por um dos maiores RB’s da história, Walter Payton, mas era na defesa que essa equipe se destacava, principalmente com os Hall’s da Fama Richard Dent, Mike Singletary e Dan Hampton.

Os Bears jogaram sua primeira partida dos Playoffs contra os Giants (antigos rivais), e venceram por 21 a 0. Depois, disputaram o título da NFC contra os Los Angeles Rams, e mais uma vitória fácil, 24 a 0.

E então, no tão esperado Super Bowl, contra o New England Patriots, do QB Tony Eason, que haviam amassado o Miami Dolphins na partida anterior, mais uma lavada histórica, 46 a 10. Esse título fez com que a defesa dos Bears de 85 ficasse até hoje conhecida como a melhor da história, e a única a ceder apenas 10 pontos numa pós-temporada até o título.

Após isso, eles ainda chegaram ao Super Bowl de 2006, quando foram derrotados pelo Indianapolis Colts de Peyton Manning, por 29 a 17.

De lá para cá, a equipe vive em constantes reformulações, inclusive a que está acontecendo atualmente, mas a expectativa dos torcedores é ótima, visto em conta que mais uma vez estão com um ataque bastante jovem, e com uma defesa dominante.

 

 

Match Up do jogo: Batalha de Turnovers (2)

 

Na última partida nós listamos a batalha de turnovers como o principal matchup entre as equipes, e não deu outra. A partida foi marcada pelas péssimas atuações dos QB’s, Kirk Cousins e Mitchell Trubisky, ambos fizeram uma de suas piores apresentações na temporada, combinando para 3 touchdowns e 4 interceptações, com um péssimo rating de 69.2.

E a partida ficou mesmo lembrada pela superioridade de ambas as defesas, que anotaram fumbles, interceptações e até pick-six.

Já para este domingo, essa será novamente a principal batalha entre os times, ainda mais quando se tem nomes como Khalil Mack (ainda não confirmado), Akiem Hicks, Harrison Smith, Danielle Hunter e etc...perseguindo os QB’s.

Cousins não passa duas semanas sem sofrer interceptações desde a semana 5 contra o Philadelphia Eagles, e Trubisky vem de duas semanas sem ser interceptado pela primeira vez na temporada apenas agora contra os 49ers.

Além disso, os Bears são a 8° equipe que mais sofre com interceptações e fumbles, enquanto os Vikings vêm logo atrás, na 13° posição. São números bastante ruins para times que desejam disputar o tão sonhado Super Bowl.

Para os Vikings, a atenção deve ser redobrada, porque por mais que o ataque dos Bears não seja um dos que mais cuide da bola, sua defesa sem dúvidas consegue compensar essa diferença, e é disparada a que mais força os ataques adversários ao erro, são 36 bolas roubadas (entre interceptações e fumbles), seis a frente do segundo colocado, Cleveland Browns.

 

 

Ponto forte Bears: Os Bears tem hoje uma das melhores defesas da liga, tanto em números totais, quanto em talentos individuais.

Eles são a 3° melhor defesa da liga em pontos sofridos por partida (18.2), 4° melhor em jardas totais (308.7), 2° melhor em jardas terrestres (81.1), além de ser a que mais força turnovers nos ataques adversários (como citamos acima).

Além disso, eles contam com 4 jogadores de defesa no Pro Bowl este ano, Khalil Mack, Akiem Hicks, Kyle Fuller e Eddie Jackson (bem diferente do ano anterior, onde não tiveram nenhum jogador selecionado).

Enquanto nossa defesa conseguiu parar alguns dos melhores QB’s da liga, a defesa dos Bears também tem grandes feitos contra os QB’s adversários, dentre eles, limitar Jared Goff a miseras 180 jardas, nenhum touchdown, 4 interceptações e seu pior rating na carreira, 19.1.

 

Ponto fraco Bears: As diferenças entre os Bears e os Vikings não são tão grandes assim, além de duas excelentes defesas, lidamos com ataques bastante irregulares.

O principal RB dos Bears, Jordan Howard, tem mais partidas abaixo das 30 jardas, do que acima das 100 (apenas uma, em toda a temporada).

Allen Robinson, o WR número 1 da equipe, é apenas o 33° da liga em número de jardas totais (ele tem menos recepções que Kyle Rudolph, e o mesmo número de touchdowns que nosso TE).

E para completar, Mitchell Trubisky, QB da equipe, alterna entre partidas quase que perfeitas, e partidas trágicas com duas ou mais interceptações. Os Bears são hoje a 9° melhor equipe da liga em pontos marcados, com 26.5 em média por partida. Entretanto, nos últimos 3 jogos disputados, eles marcaram uma média de apenas 17.6 (essas médias os deixam entre as 4 piores equipes da liga nesse quesito).

 

 

Ponto forte Vikings: A defesa dos Vikings pode não ser a líder em interceptações ou fumbles forçados, como a dos Bears, porém, é a 3° melhor da liga em jardas totais por partida (308.2), também é a 3° melhor em jardas aéreas (198.5), e a 7° melhor da liga em pontos por partida (21.1). Além disso, apenas 28.2% das terceiras descidas adversárias são convertidas contra nossa defesa, melhor marca disparada da NFL.

Por mais que tenhamos um dos líderes em sacks da liga (Danielle Hunter), e alguns dos melhores jogadores para cada posição defensiva, o que realmente se destaca nessa equipe é o conjunto e como eles conseguem jogar bem como equipe.

Nas últimas três partidas, contra Seattle Seahawks, Miami Dolphins e Detroit Lions, nossa defesa cedeu apenas 370 jardas aéreas totais (uma média de 123.3 por jogo), e se esses números se mantiverem para o próximo domingo, teremos grandes chances de sairmos classificados..

 

Ponto fraco Vikings: A defesa dos Bears é a 5° melhor da liga em sacks, com 46 (a defesa dos Vikings lidera essa lista, com 50), e isso é um fator importantíssimo para nosso ataque, pois não temos uma boa linha ofensiva há um bom tempo.

Na última partida entre as equipes foram apenas dois sacks sofridos por Cousins, porém, a pressão de Mack pelas pontas e Hicks pelo meio da DL foi grande, e deixou nosso QB numa situação bastante desconfortável. Os Vikings haviam terminado o primeiro tempo do jogo com apenas 77 jardas, e só conseguiram marcar pontos através de um Field Goal na última jogada do 3° quarto.

Cousins não é o melhor QB se movendo dentro do pocket, e costuma ser um alvo fácil para os defensores adversários na hora do sack, além de ser um dos QB’s que mais sofreram fumbles na temporada, com 9 até o momento.

O aumento de produtividade do jogo terrestre da equipe, foi ótimo para Cousins e todo o ataque dos Vikings, mas contra a excelente defesa dos Bears, a proteção de Brian O’Neill, Tom Compton, Pat Elflein, Riley Reiff e Mike Remmers terá que ser impecável.

 

 

Jogadores contundidos:

 

Chicago Bears:
Out (Fora): -

Doubtful (Duvidoso): Allen Robinson (WR), Eddie Jackson (S), Aaron Lynch (LB)

Questionable (Questionável): 

 

Minnesota Vikings:
Out (Fora): Chad Beebe (WR), C.J. Ham (FB), Eric Kendricks (LB), Marcus Sherels (CB)

Doubtful (Duvidoso): -

Questionable (Questionável): Xavier Rhodes (CB), Tom Compton (OG)

 

 

Para ficar de olho: 

 

Kirk Cousins – Essa é a partida para Cousins realmente mostrar seu valor na equipe, ele ainda mescla entre boas e más atuações, mas agora é valendo vaga nos Playoffs, e caso a equipe caia para os Bears em casa, provavelmente grande parte disso se dará por culpa do QB.

Ele vem de uma de suas melhores partidas na temporada, foram 3 touchdowns, 253 jardas, 75% dos passes completos, um rating excelente de 137.9, e claro, um Hail Mary, contra os Lions. Se ele conseguir repetir o feito contra os Bears, então hasta la vista Chicago, e nos vemos nos Playoffs.

 

Dalvin Cook – E ainda existiam pessoas que duvidavam do potencial desse garoto. Foram apenas duas partidas onde realmente pudemos vê-lo jogar de verdade e com uma boa quantidade de snaps, e os números são excelentes, 271 jardas de scrimmage totais e 2 touchdowns, além das ótimas rotas e vários tackles quebrados.

O cozinheiro começou a se destacar na hora certa, e o ataque dos Vikings que era totalmente unilateral pode ser uma ingrata surpresa para Khalil Mack e companhia.

 

Kyle Rudolph – Este será sem dúvida nenhuma um dos jogadores chaves para a partida deste domingo. No último jogo entre as equipes, Rudolph fez duas recepções para 13 jardas, e de fato nosso TE (um dos melhores e com maior potencial da liga), não vinha se destacando no comando de John DeFilippo.

Bastou uma mudança no cargo de OC para vermos as coisas mudarem, e na última apresentação contra os Lions, Rudolph fez a melhor partida de sua carreira, foram 9 recepções, para 122 jardas e 2 touchdowns.

Ele já havia mostrado ser deveras importante na vitória em casa contra o Green Bay Packers, e poderá ao lado de Cook, ser uma das excelentes opções de Cousins para conseguirmos vencer a batalha contra a dura defesa dos Bears.

 

Palpite do redator:

 

Vikings 21 x 17 Bears

 

 

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Redator VikingsFA: Gabriel Brandino  

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